Suframa Apresenta Destaques do PIM e Aborda Desafios da Zona Franca de Manaus em Reunião Crucial
A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) divulgou resultados promissores referentes ao primeiro trimestre de 2026, durante a 147ª Reunião Ordinária do Conselho Superior do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam). O encontro, realizado em Manaus, reuniu representantes da indústria para debater o panorama econômico e os próximos passos para o desenvolvimento regional.
O superintendente-adjunto Executivo da Suframa, Luiz Frederico Aguiar, foi o responsável por apresentar os dados, que apontam para um **faturamento expressivo de R$ 11,02 bilhões** no Polo Industrial de Manaus (PIM). Dentre os números, um destaque especial chamou a atenção: o **crescimento de 48,35% nas exportações** do PIM em comparação com o mesmo período do ano anterior, alcançando a marca de US$ 214,87 milhões.
Conforme informação divulgada pela Suframa, a reunião também abordou a questão da empregabilidade no Polo Industrial de Manaus. Em março de 2026, o PIM registrou a marca de **129.636 trabalhadores empregados**, englobando efetivos, temporários e terceirizados, mantendo uma média trimestral de 129.812 empregos diretos. Esses números reforçam a importância do PIM para a geração de trabalho e renda na região amazônica.
Desafios e Oportunidades para o Futuro da Zona Franca de Manaus
Apesar dos resultados positivos, Luiz Frederico Aguiar não deixou de lado os desafios que ainda se apresentam para o modelo da Zona Franca de Manaus (ZFM). Entre os pontos levantados, destacam-se a necessidade de ajustes no Plano Diretor de Manaus para viabilizar a instalação de novas indústrias, além de questões cruciais ligadas à regulamentação da Reforma Tributária.
Um dos pontos de atenção é a definição dos produtos fabricados na ZFM que permanecerão isentos de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) a partir de 2027. Essa definição é fundamental para garantir a competitividade e a continuidade das operações industriais na região.
Ação da Fiesp e a Defesa do Modelo da Zona Franca
Durante a reunião, o conselheiro do Cieam, Jeanette Portela, trouxe à tona a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A ação questiona dispositivos da Lei Complementar nº 214/2025 e os incentivos concedidos às indústrias do PIM em relação aos novos tributos IBS e CBS.
Em contrapartida, o presidente do Conselho Superior do Cieam, Luiz Augusto Rocha, expressou confiança de que a ação da Fiesp não deverá prosperar na Justiça. Na visão de Rocha, os dirigentes da Fiesp teriam sido induzidos ao erro ao contestarem os incentivos assegurados à Zona Franca de Manaus na Reforma Tributária, reforçando a necessidade de fortalecer a comunicação em defesa do modelo econômico regional.
Participação e Colaboração das Entidades
A reunião contou com a presença de importantes representantes da Suframa, além do superintendente-adjunto Executivo, Luiz Frederico Aguiar. Estiveram presentes também o superintendente-adjunto de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica substituto, Rafael Gouveia, o coordenador-geral de Análise de Projetos Industriais, Wagner Bernardo Cavalcanti, e o coordenador de Comunicação e Assuntos Institucionais, Isaac Júnior, demonstrando o engajamento e a colaboração entre as entidades na busca por soluções para o desenvolvimento do PIM e da Zona Franca de Manaus.

